IAshar leva a mediação sanitária ao centro do debate no V Congresso FEDRANN
Por Time de Comunicação
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O V Congresso FEDRANN, realizado em João Pessoa (PB) nos dias 24 e 25 de julho de 2026, reuniu associações de pacientes e profissionais de saúde e do direito em torno da causa das doenças raras, e teve entre os palestrantes José Vandebergue, fundador e CEO da IAshar Acordos, que na mesa sobre Doenças Raras e Judicialização defendeu a mediação sanitária como caminho para acelerar o acesso a terapias.
Apoiado em dados do CNJ (1.105 processos pendentes, alta de 24%, 147 dias até o primeiro julgamento e apenas 2,8% de acordos), ele argumentou que boa parte das disputas trata de direitos já reconhecidos e, portanto, é altamente mediável, defendendo o diálogo entre paciente, gestor e operadora sem retirar o direito de recorrer ao Judiciário — participação acompanhada por Giovanny Marchi, cofundador e Head de Mediação da IAshar, sob a mensagem de que, para quem vive com uma doença rara, o tempo não é um recurso, é o tratamento.
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Nos dias 24 e 25 de julho, a capital paraibana recebeu o V Congresso FEDRANN, dois dias dedicados à causa das doenças raras que reuniram associações de pacientes, profissionais de saúde e do direito em torno de uma agenda urgente: garantir acesso, tempo e dignidade a quem convive com uma condição rara.
Entre os palestrantes, José Vandebergue, fundador e CEO da IAshar Acordos, participou da mesa temática sobre Doenças Raras e Judicialização com a palestra "Do litígio ao diálogo: como a mediação sanitária pode acelerar o acesso a terapias para doenças raras". O debate contou ainda com especialistas como o Prof. Gustavo Henrique Oliveira e a Dra. Cecília Oliveira.
Do litígio ao diálogo
A proposta apresentada por Vandebergue parte de um diagnóstico incômodo. Segundo o Painel de Estatísticas Processuais de Direito à Saúde do CNJ (dados até 31 de maio de 2026), há 1.105 processos pendentes envolvendo doenças raras — alta de 24% em relação a 2025 —, com uma média de 147 dias até o primeiro julgamento e apenas 2,8% dos casos encerrados por acordo. É o retrato de um sistema de baixo volume e alto atrito, que congestiona sem resolver.
Para a IAshar, o caminho não passa por retirar de ninguém o direito de recorrer ao Judiciário, mas por abrir uma porta de acesso mais rápido. A mediação sanitária — amparada pela Lei 13.140/2015 e já incorporada a políticas de Estado, como o programa Concilia+Saúde, do CNJ — coloca paciente, gestor e operadora na mesma mesa, integrando a evidência técnica ao diálogo. Não por acaso, boa parte dos casos judicializados trata de direitos já reconhecidos: 57% dos medicamentos no SUS já são incorporados e 62% dos gastos na saúde suplementar referem-se a cobertura obrigatória. São, portanto, disputas altamente mediáveis.
"Foi uma alegria dividir esse momento com tanta gente que constrói, todos os dias, um sistema de saúde mais humano para os raros", afirmou Vandebergue. Ao seu lado no congresso esteve Giovanny Marchi, cofundador e Head de Mediação da IAshar, reforçando o compromisso da lawtech com a resolução de conflitos em saúde.
Tempo é tratamento
A IAshar parabeniza a FEDRANN pela organização impecável e pelo acolhimento, e renova a mensagem que orienta seu trabalho: para quem vive uma doença rara, o tempo não é um recurso — é o tratamento. Conciliar o acesso individual e a sustentabilidade do sistema é o desafio que a mediação sanitária ajuda a superar.


